
A edição nº 62 do Boletim do Observatório de Análise Política em Saúde (OAPS) tem como tema central as propostas e os desafios da Rede Nacional de Trabalho e Educação na Saúde (Retes). A publicação parte do lançamento da Retes, ocorrido em dezembro de 2025, no 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva – Abrascão, e explora as possibilidades de contribuição da rede para a área de Trabalho e Educação na Saúde, as articulações necessárias para o seu fortalecimento e as questões e temas que demandam atenção no atual cenário.
A publicação traz depoimentos do presidente da Abrasco, Rômulo Paes de Sousa, e da coordenadora do Grupo Temático Trabalho e Educação na Saúde da Abrasco, Márcia Teixeira (ENSP/Fiocruz), além de entrevistas com a coordenadora da Retes, Isabela Cardoso (ISC/UFBA), e com o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde (SGTES/MS), Felipe Proenço.
Na entrevista, a coordenadora da Retes destaca a potência da rede “para avançar na produção de conhecimento e na identificação de necessidades para pensar novos objetos de estudo, produzir críticas e incrementar o desenvolvimento das políticas públicas”. Cardoso também chama a atenção para o esforço contínuo de articulação necessário para que a Retes alcance seus objetivos: “Importante destacar o protagonismo dos Observatórios e a relevância da participação desses coletivos na nossa rede. Entre as expectativas está também o diálogo com a área internacional, com interfaces variadas, como os projetos de cooperação Sul-Sul, estimulados e operacionalizados pelo governo brasileiro. Além disso, temos as universidades, as escolas de Saúde Pública e os centros de pesquisa nas áreas de Ciências Humanas e Tecnologias da Informação com tradição de parcerias com a área de Trabalho e Educação no Brasil, na região das Américas e Europa”.
Para o presidente da Abrasco, a criação da Retes “trata-se de um esforço de elevar as ações que estão em curso em iniciativas mais abrangentes e mais qualificadas, fortalecidas pela troca de experiências e aprendizado mútuo”.
Ao OAPS, a coordenadora do GT Trabalho e Educação na Saúde, Márcia Teixeira (ENSP/Fiocruz), elenca pontos importantes para o fortalecimento da rede: a articulação voltada para o desenvolvimento de projetos colaborativos, a redução da assimetria de informações, a busca por soluções alternativas para problemas compartilhados e a incidência estratégica na formulação de políticas públicas voltadas ao trabalho decente no Brasil.
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